Eu estava devendo meu apartamento, estava com cartão estourado. Foi uma grana que nunca imaginei que eu ia ganhar. Se blazer cassino não fosse aquilo ali, talvez hoje não teria nada assim. André Akkari não é mais o melhor jogador de poker do Brasil, mas segue como o mais famoso. Hoje aos 48 anos, ele mora em Miami (EUA) e dedica praticamente todo o seu tempo ao cargo de Co-CEO da FURIA (time de eSports).

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Tenho minha vida basicamente dividida em três grandes áreas. A FURIA ocupa 80% do meu tempo, ficou um negócio muito grande, tem muita coisa legal e muito problema, dá trabalho para caramba. Sou sócio de uma holding nos Estados Unidos que tem investimento em várias startups. Ajudo essas startups em princípio de marketing, ajudo a crescerem, e tenho a vida do poker. Continuo jogando poker, vou jogar para o resto da vida, mas não corro o circuito e nem jogo online mais dez horas por dia que nem a molecada.

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  • Hoje aos 48 anos, ele mora em Miami (EUA) e dedica praticamente todo o seu tempo ao cargo de Co-CEO da FURIA (time de eSports).
  • Eu estava devendo meu apartamento, estava com cartão estourado.
  • Com o passar dos anos, porém, Akkari decidiu diminuir o ritmo.
  • André Akkari não é mais o melhor jogador de poker do Brasil, mas segue como o mais famoso.

Akkari admite que está “praticamente aposentado” do jogo de cartas, mas ainda disputa alguns torneios, como o High Roller do BSOP (Brazilian Series of Poker) nos últimos dias em São Paulo. Na semana que vem tem um torneio em Vegas gigantesco. Mas a adrenalina da FURIA é muito potente, tem muito assunto diferente para a mente. Eu uso muito do poker, dos conceitos, da lógica, do jeito de ver os problemas e tomar decisões pela equidade. Sem o poker, eu não seria bem sucedido em negócios em nenhuma hipótese. Eu me conheço sem o poker nos negócios, e eu estava fracassado.

Não posso falar que sofri preconceito porque sei o que significa um verdadeiro preconceito. A gente vê o que mulheres sofrem, o que pessoas pretas sofrem, a quantidade de homofóbicos que tem no Brasil. Então, o preconceito contra o poker é até meio bobo.

O poker me doutrinou, me educou a não fazer cagadas que eu fazia antes. Teve o perrengue com dinheiro no começo e também o momento das lutas no Brasil. O poder público não entendia sobre o poker, a gente tinha que ir para delegacia. Esses momentos são legais depois que passa, porque você conta um monte de piada, mas na época era traumático.

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